sexta-feira, junho 29, 2007

Mentes perigosas.



Eu continuo fascinada pela mente masculina.
Apesar de já ter passado dos meus 30 anos, apesar de tudo que já vi com relação aos nossos queridos companheiros de Paraíso, continuo me admirando com algumas das características que fazem deles Homens.

Especialmente quando o assunto é futebol.

Ontem passei em frente a um campo de futebol, daqueles que são alugados por times de amigos e estava lotado. Na verdade, vi dois deles, e os dois sendo usados.
Só que eram quase 10 horas da noite, e estava chovendo.

Fiquei imaginando se fosse um time de mulheres. Começou a pingar e você só ouve os gritos e a mulherada sai correndo em direção ao coberto, como boi em disparada. Mãos nos cabelos, como se fosse impedir de molhar as madeixas e adeus, futebol.
Isso se é que a mulherada jogaria mesmo futebol às 10 da noite, afinal, dia seguinte acordamos cedo e uma noite mal dormida é sinônimo de olheiras e rosto cansado na certa.
Prefiro estar em casa com minha máscara de abacate e pepino e os bobs na cabeça.

Futebol é o maior ponto de união entre dois homens. Eles podem até torcer para times rivais, mas engatam um papo imediatamente, e logo têm o veredito:
"Acabei de conhecer o marido de fulana, cara gente boa, né?"

Como assim,acabou de conhecer? Se o cara dissesse "Não gosto de futebol", pronto.
Veredito:
"Nossa, o marido da fulana é meio estranho, não fui com a cara dele."

Estava em um laboratório da metrópole na quarta feira, às 6 em ponto da manhã.
Sono, fome, vontade de fazer xixi depois do jejum noturno, capacidade de conversa perto do zero.
Entrei e sentei-me para fazer a ficha. Ao meu lado, um rapaz com o filho sentou-se em frente a um atendente masculino.
Se eu disser que demorou 3 minutos para ouvir
"Mas quem foi que perdeu o pênalti??" estarei mentindo. Foi menos.
Eu e a menina que me atendia olhamos imediatamente para eles, com um enorme ponto de exclamação na cara.
Que capacidade absurda de entrosamento! Como eles chegaram tão rápido ao tópico "jogo da noite anterior"???

Eu os admiro. Gosto dessa capacidade de chegar a uma festa e logo começar um papo com a ala masculina.

Nós mulheres somos mais ressabiadas, a aproximação entre nós é quase selvagem. Existe um período de cercamento, observação, análise de perigos antes da efetivamente nos engajarmos no papo. E o começo é sempre de risco.
Entretanto, ponto para nós! Passada essa fase de "cheirar o focinho da outra", não há santo que nos tire de uma boa conversa. Ninguém engata um assunto no outro tão bem quanto nós!

Eles, depois de abordar todos os jogos do campeonato, vão ter que achar outro assunto, e muitas vezes, nesse ponto, o negócio trava!

Viva a diversidade, não?

Inté!!

PS: Desculpem a falta de postagem, mas a correria de fim de semestre, a correria de começar a me preparar psicologicamente para a mudança de casa e a necessidade urgente de me envolver com o mestrado têm me tirado um pouco da blogsfera! Mas aos poucos volto, tá?

8 comentários:

Carol Piovesana disse...

Tati, querida!!!
Aposto que se fosse o time em que jogo, jamais sairiamos correndo da chuva... afinal, ajoelhou tem que rezar!!! E uma de nossas paixões é estar com a bola no pé!!!
Tudo bem que o papo com toda certeza é outro... jogamos futebol, mas falamos de outras coisas... pensando bem... dificilmente comentamos de jogos, a não ser os nossos!!!
Beijinhos!

Garota do Zippo disse...

Não, e outra: estive no Maracanã num jogo do Flamengo (gosto de viver perigosamente). Perto de mim tinha um pai e seu filhinho. O pirralho falava mais palavrão do que o João Gordo. Com o consentimento e estímulo do papai que dizia que lá no estádio podia falar todo tipo de coisa. "Aproveita que a mamãe não tá aqui filhão!".
..........Homens.
bjss

Kirschner disse...

A propósito do tema, o que mais me espanta é o fato de duas mulheres ficarem horas debruçadas no telefone e na hora de desligar ainda soltam um "bom, depois a gente conversa"?!?
Pronto, vinguei-me.
Beijos fraternais Tati
Guilherme

Tati disse...

Carol, esqueci de você! Esqueci que existia uma categoria de mulheres fanáticas por bola!!! Sorry!

GZ< imagino a testosterona toda no Maraca em dia de Fla Flu!! Deve ser até assustador!

Gui, eu concordo plenamente com vc! tenho uma amiga com quem posso falar uma hora no telefone. Assim que desligamos, geralmente lembro de algo que esqueci de falar e ligo de novo!!!! Mas o que mais me assusta nas mulheres é nossa capacidade de falar todas AO MESMO TEMPO sem perder nenhuma informação! Nos entendemos em meio ao caos verbal!!!

beijos

Cláudia disse...

Tati, adoro futebol, nao pelo jogo em si, mas pela capacidade de despertar paixões.
Como a Garota, fui assistir um jogo do Botafogo na arquibancada do Maraca, anos atrás. O time faz um gol e aquela marmanjada toda, que nunca se viu na vida e tá ali interagindo comentando cada passe, se abraça e se beija, tão engraçado!

Opa! Mudando de casa? O cafofo ficou pronto? que bacana! boa sorte!

beijo

MH disse...

é, os homens são interessantes... tirando uns chatos que só sabem falar de trabalho (tem mulher assim também, claro), o futebol sempre funciona como ferramenta de "amizade automática".
Adorei a analogia das mulheres, sondando o território e "cheirando o nariz" antes de baixar a guarda.

boa correria, volta quando der que estamos por aqui!!
beijo

Jade disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

"cheirar fucinho" pra não dizer cheirar rabo neh?!


mas tah otimo!
tem toda razão!

Gastón disse...

Vocês tem inveja.

E, quem perdeu o pênalti que eles tavam falando foi o Palermo, do Boca Jrs na final da libertadores contra o Grêmio. Esse cara sempre perde pênalti...