terça-feira, junho 26, 2007

Banalidade



Até onde iremos com a banalidade da violência?

Bom, já chegamos ao ponto de ver estudantes de Direito, de classe média ALTA do Rio de Janeiro espancando uma empregada doméstica.

Agora uma dupla de estudantes (meninas, desta feita), da mesma cadeira acadêmica, da mesma alta classe social do mesmo bairro neuve riche carioca, presas por roubar $900 em roupas.

Just for fun!
Banalizou. Acabou a hegemonia do morro, do pobre que rouba pra comer, ou até mesmo do pobre que rouba para ter o tênis que a "sociedade" não o deixa ter.

Qual será a explicação que os sociólgos darão desta vez?

Absurdo!

9 comentários:

Gastón disse...

Melhor ainda é ver o pai de um desses moleques alegando que, um rapaz que estuda, que tem família, que está na faculdade, não pode ficar preso. Tadinho.

Carol Piovesana disse...

Eiiii!?!? Que sociólogos vc anda ouvinso ou lendo?!...
Não se esqueça que como uma cientista social, fico indignada e cada vez mais desencantada com a sociedade que se instaura atualmente!!!
É complexo demais tentar explicar os fatos socialmentes distintos... existe algo que nos limita a certas opiniões e conclusões.
Gostaria realmente que estivessemos em outro nível de sociabilidade!
Beijinhos...

Carol Piovesana disse...

ops?!... *ouvindo

Jade disse...

falta do que fazer!
Dá uma trouxa de roupa suja pra essas mininas!
Aff!
Fico puuuuuuuuuutaaaa!


*mas nada se compra aos garotos que tocaram fogo no indio lah em Brasilia. Pra nada...

Cláudia disse...

E esta madrugada, que mataram um casal, na frente do filho de 7 anos, numa tentativa de assalto, bem na esquina daqui de casa?

O pai do menino tem razão, ele não devia ficar na prisão. Devia era ficar trabalhando 15 anos seguidos e dando o salário todo mês pra moça que ele espancou.
Imagina ser colega de faculdade de um fofo desses, que maravilha?

Garota do Zippo disse...

Ontem o jornal da noite parecia uma Edição Especial Assassinato & Espancamento, um horror, nem vi até o fim......
A história do casal do Morumbi..... Chega, não quero mais falar nisso.
bjs.

Paps disse...

Abrindo um parêntese e repetindo as palavras de uma amiga minha que anda revoltada com o país em todas as suas pérfidas nuances e que ainda não escreve em blog (já até criei um e lhe dei de presente) por medo de irem atrás dela (os mafiosos do governo):
Qual é o problema do pai querer que seu filho seja solto diante de todas as aberrações e péssimos exemplos que temos de nossos políticos e governantes? Afinal, filho de Lula enriquecer da noite pro dia com um contratinho básico com a Tele-não-lembro-qual, pode; presidente do congresso ter relacionamento extra-conjugal e imiscuir-se em lobismo, pode; irmão de presidente usar seu nome em proveito próprio, pode; filho de ministro atropelar e matar dirigindo embriagado, pode (essa é antiga, lembra?); e isso pra ficar em alguns poucos fatos que lembrei agora.
Alguém vai dizer que violência física é diferente, nem se compara. Será?
Um beijo grande, e manda um beijo pros atendentes da locadora de vídeo, fiquei fã deles...

Capitão-Mor disse...

Tenho saudades das suas narrativas...Para quando uma Jecablogsérie? :)
Abraço

Rubina disse...

Tati

Li recentemente que o Butão, um dos países mais isolados do mundo, deixou que os súbditos tivessem tv e acesso aos canais internacionais em 2000. Até então, a prioridade do rei era aumentar o desenvolvimento nacional da felicidade. Desde então, as adolescentes do Butão estão a ter problemas de peso, querem imitar as mulheres ocidentais e começaram guerras entre casais e os primeiros roubos no país. Curioso, não? Que sociedades andamos a criar...

Beijo